Xiru Lautério "O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS BRASILEIRAS"

18 de mai. de 2010

VIAGENS




Nave Alienígena
DESENHO CASUAL
caneta Staedtler pigment liner 0.3 e 0.6

16 de mai. de 2010

Téo Téo



Quero quero fotografado por Bica Beltrame, na barragem DNOS em Santa Maria.
Em 13/05/10
Máquina NIKON D90

11 de mai. de 2010

Socando pilão







Nanquim, pincel e
caneta staedtler 0,3 e 0,6

Pé e mão de pilão





Desenho em nanquim com pincel e caneta Staedtler 0,3 e 0,6

5 de mai. de 2010

XXXIX

"Cultivo una rosa blanca,
En Julio como en Enero,
Para el amigo sincero
Que me da su mano franca.
Y para el cruel que me arranca
El corazón com que vivo,
Cardo ni oruga cultivo:
Cultivo la rosa blanca."

José Marti
Versos Sencillos

4 de mai. de 2010

A ÂNCORA

"Aonde ir
para sair de si
se a âncora
está presa na consciência
se toda a ciência
com sua razão
e todo o sentir
do coração
nada entendem

de levitação"

do poeta/matemático
José Vanderlei Prestes de Oliveira
do livro: da SOLIDÃO e OUTROS CONCEITOS
Feira do Livro de Santa Maria

1 de mai. de 2010










“Leitura bem traçada. Escrever, ler e desenhar formam uma praça de três prazeres. Um espaço convidativo, que fica mais divertido quando o humor encontra a literatura e ambos encontram o leitor. Daí a graça da releitura do livro enquanto obra ou objeto: nem por ser valioso é sagrado, nem a admiração precisa ser solene. O tema virou projeto, que surgiu como um livro descomunal, exemplar único, editado por apenas 15 dias. As páginas foram criadas diariamente, ao vivo, diante do público, no estande da Caixa Econômica Federal na Feira do Livro de Porto Alegre, em out/08. O projeto continuou como sessão coletiva de pintura, em bem humorado evento público, em Santa Maria, em nov/09. A técnica adotada foi a pintura em acrílico sobre MDF, formato 1m x 1,30m. Ao todo, 30 artistas gráficos – entre cartunistas, chargistas, ilustradores e quadrinistas – se engraçaram com os livros. A maioria é da capital, além de vários autores do interior do RS, como Santa Maria, Rio Grande e Vacaria. O grupo acumula prêmios nacionais e internacionais em salões, com atuação constante na imprensa brasileira e quase todos têm livros publicados e participação em coletâneas. Aqui reunidos pela primeira vez, os cartuns traçam homenagem ao hábito da leitura, tão indispensável quanto rir. Folheie com os olhos, ria sem palavras.”

Fraga, curador.


Evento: O Riso é Livro
Abertura: 12 de abril de 2010 às 19h (segunda-feira)
Visitação: de 13 de abril a 30 de maio - terça a sexta,
das 10 às 18h - sábados, domingos e feriados, das 14 às 16h.

Local: CAIXA Cultural – Grande Galeria
Endereço: Av. República do Chile, 230 - anexo 3º andar – Centro, Rio de Janeiro, RJ Telefones: (21) 2262 8152
Entrada franca


Curador: Fraga
Designer: Fabio Zimbres
Produção: Dedé Ribeiro e Luiza Pires
Realização: Liga Produção Cultural

O RISO É LIVRO

À TOA

"Escrevo versos
e me disperso
ouço música no ar

Tenho os pés na terra
mas o pensamento
voa...
À toa ele vai de mim
se afastando
como um poema
que não chegou ao fim"


De José Vanderlei Prestes de Oliveira, o "Pardal"
no livro: da SOLIDÃO e OUTROS CONCEITOS
Editora: Movimento
Pardal é um poeta matemático ou um matemático poeta

29 de abr. de 2010

Laranjeira na Feira do Livro
















Meu amigo Jorge Luiz Laranjeira lança seu livro PELOS CORREDORES DO SUL na Feira do Livro de Santa Maria, dia 30/04/2010, às 17h: 30min.

É uma primorosa edição com fotos registradas em suas cavalgadas (mais de 5.000 km), pelo Rio Grande do Sul e Uruguai.

O livro tem 218 páginas e capa dura.


28 de abr. de 2010

Ronaldinho na Feira do Livro de Santa Maria


Ronaldinho Lippold lança seu livro A Culpa é do Padre, o qual tive a honra de fazer o projeto gráfico, diagramação, ilustrações e capa.

Parabéns Ronaldinho!

Hoje, das 17:30 às 18:30

Maucio na Feira do Livro de Santa Maria

27 de abr. de 2010

Borrachão










Embalagem campeira baguala, feita da guampa bovina, utilizada pra carregar canha, junto aos arreios.

Desenho em bico de pena
Caneta STAEDTLER
pigment liner 0,3

Presente de aniversário




Pois, outro dia, colhi mais uma moranga no baraço da vida e, entre abraços e votos, recebidos de meus queridos, recebi também uma lembrança muito especial, enviada por meu parceiro de traço e jornada, o grande chargista Elias Ramires Monteiro, chargista do Diário de Santa Maria.
Elias sabe de minha paixão pelos quadrinhos, em especial pelo caubói texano, criado na Itália, TEX WILLER. Pois não é que ele foi no Zona Franca Comix, do uruguaianense e também maluco por gibis, Jesus (o nome do cara), que fica no segundo andar do Santa Maria Shopping e comprou um exemplar especial do TEX e o Totem Misterioso, uma primorosa edição colorida.
Imaginem a faceirice do xiru aqui, quando recebeu, por telemota o dito regalo!

Reparem o detalhe, lá no alto, o Elias se deu ao trabalho de criar um selo e imitar um carimbo dos correios...



Gracias amigo Elias!
"NÃO ME SIGA, TAMBÉM ESTOU PERDIDO!"

Blog Voador

Pois então.
Boa idéia essa de blogs, assim como todas as outras que surgiram com o computador, a internet e tudo mais... É um espaço em que podemos expor nossas idéias, vivencias e preferencias.
Acontece que, após criado o espaço, site, ou sítio, como alguns costumam chamar, somos responsáveis por ele. Aí então, nele somos visitados ou não. Pois bueno, conforme meus registros, já recebi mais de 2000 visitantes. Não é muito, se comparado com outos sítios que tem por aí, mas pra mim esse número é de grande valor, já que meus visitantes são da melhor qualidade.
Bueno, pra encurtar o causo, agradeço mais uma vez pelas visitas e também por aqueles amigos sinceros, que costumam me cobrar a atualização mais frequente do Blog e aproveito pra dizer que, provávelmente continuará assim, pois, apesar de tudo, acho que este espaço deve ser como é, um espaço para extravasar, intercambiar, trocar e também pra dar prazer, sem maiores compromissos de periodicidade.
Bem, desculpas (esfarrapadas) feitas, vamos lá pra mais uma temporada de Blog.

Grande abraço a todos!

Byrata

24 de mar. de 2010

16 de mar. de 2010

9 de mar. de 2010

Homenagem a Mulher








Ilustração para capa de livro
Guache sobre papelão

4 de fev. de 2010

DISCURSO DE PEPE MUJICA

"Queremos um Uruguai cheio de engenheiros, filósofos e artistas"

Quase todos nós somos céticos profissionais. Mas o discurso feito na semana passada pelo presidente eleito do Uruguai, José “Pepe” Mujica, a um grupo de intelectuais foi deveras espantoso. Ele fez um pedido: contagiem todo o povo uruguaio com o olhar curioso sobre o mundo — que está no DNA do trabalho intelectual — e com o inconformismo. Mujica propôs também uma revolução na educação. “Escolas de tempo completo, faculdades no interior, ensino superior massificado. E, provavelmente, inglês desde o pré-escolar no ensino público. Porque o inglês não é idioma falado pelos ianques; é o idioma com o qual os chineses conversam com o mundo. Não podemos ficar de fora”.

(Retirado da Carta Capital)

Discurso proferido em dezembro de 2009 pelo presidente eleito da República do Uruguai, José Alberto Mujica Cordano (El Pepe), dirigente histórico e fundador do Movimento de Libertação Tupamaros:

"A vida tem sido extraordinariamente generosa comigo. Ela me deu inúmeras satisfações, mais além do que jamais me atrevera a sonhar.

Quase todas são imerecidas. Mas nenhuma é mais que a de hoje: encontrar-me aqui agora, no coração da democracia uruguaia, rodeado de centenas de cabeças pensantes.

Cabeças pensantes! À direita e à esquerda. Cabeças pensantes a torto e a direito, cabeças pensantes para atirar para cima.

Vocês se lembram do Tio Patinhas, o tio milionário do Pato Donald que nadava em uma piscina cheia de moedas? Ele tinha uma sensualidade física pelo dinheiro.

Gosto de me ver como alguém que gosta de tomar banho em piscinas cheias de inteligência alheia, de cultura alheia, de sabedoria alheia.

Quanto mais alheia, melhor. Quanto menos coincide com meus pequenos saberes, melhor.

O semanário Búsqueda tem uma frase charmosa que usa como insígnia:

“O que digo, não o digo como homem sabedor, mas sim buscando junto com vocês”.

Por uma vez estamos de acordo. Sim, estaremos de acordo.

O que digo, não o digo como chacareiro sabichão, nem como trovador ilustrado. Digo-o buscando com vocês.

O digo, buscando, porque só os ignorantes acreditam que a verdade é definitiva e maciça, quando ela é apenas provisória e gelatinosa. É preciso buscá-la porque ela anda correndo brincando de esconde-esconde. E pobre daquele que empreenda essa caça sozinho. É preciso fazê-la com vocês, com aqueles que fizeram do trabalho intelectual a razão de sua vida. Com os que estão aqui e com os muito mais que não estão.

De todas as disciplinas
Se olharem para trás, seguramente encontrarão algumas caras conhecidas porque se trata de gente que trabalha em espaços de trabalho afins. Mas vão encontrar muito mais rostos desconhecidos porque a regra desta convocação foi a heterogeneidade.

Aqui estão os que se dedicam a trabalhar com átomos e moléculas e os que se dedicam a estudar as regras da produção e da troca na sociedade. Há gente das ciências básicas e de sua quase antípoda, as ciências sociais: gente da biologia e do teatro, da música, da educação, do direito e do carnaval. Há gente da economia, da macroeconomia, da microeconomia, da economia comparada e até alguns da economia doméstica. Todas cabeças pensantes, mas que pensam distintas coisas e podem contribuir desde suas distintas disciplinas para melhorar este país.

E melhorar este país significa muitas coisas, mas entre as prioridades que queremos para esta jornada, melhorar o país significa impulsionar os processos complexos que multipliquem por mil o poderio intelectual que aqui está reunido. Melhorar o país significa que, dentro de vinte anos, o Estádio Centenário não seja suficiente para abrigar um ato como este, pois o Uruguai estará cheio, até as orelhas, de engenheiros, filósofos e artistas.

Não é queiramos um país que bata os recordes mundiais pelo puro prazer de fazê-lo. É porque está demonstrado que, uma vez que a inteligência adquira um certo grau de concentração em uma sociedade, ela se torna contagiosa.

Inteligência distribuída
Se, um dia, lotarmos estádios de gente formada será porque, na sociedade, haverá centenas de milhares de uruguaios que cultivaram sua capacidade de pensar. A inteligência que traz riqueza para um país é a inteligência distribuída. É a que não está só guardada nos laboratórios ou na universidade, mas sim anda pela rua. A inteligência que se usa para plantar, para tornear, para manejar uma máquina, para programar um computador, para cozinhar, para atender bem um turista é a mesma inteligência. Alguns subiram mais degraus do que outros, mas se trata da mesma escada.

E os degraus de baixo são os mesmos para a física nuclear e para o manejo de um campo. Para tudo é preciso o mesmo olhar curioso, faminto de conhecimento e muito inconformista. Acabamos sabendo porque antes ficamos incomodados por não saber. Aprendemos porque temos comichão e isso se adquire por contágio cultural desde quando abrimos os olhos ao mundo.

Sonho com um país onde os pais mostrem a pastagem a seus filhos pequenos e digam: “Sabem o que é isso? É uma planta processadora da energia do sol e dos minerais da terra”. Ou que lhes mostrem o céu estrelado e façam com que pensem nos corpos celestes, na velocidade da luz e na transmissão das ondas. E não se preocupem que esses pequenos uruguaios vão seguir jogando futebol. Só que, lá pelas tantas, enquanto vêem a bola picar, podem pensar ao mesmo tempo na elasticidade dos materiais que a fazem rebotar.

Capacidade de interrogar-se
Havia um ditado: “Não dê peixe a uma criança, ensina-a a pescar”.

Hoje deveríamos dizer: “Não dê um dado a uma criança, ensina-a a pensar”.

Do jeito que vamos, os depósitos de conhecimento não vão estar mais situados dentro de nossas cabeças, mas sim fora, disponíveis para buscá-los na internet. Aí vai estar toda a informação, todos os dados, tudo o que se sabe. Em outras palavras, aí vão estar todas respostas. Mas não vão estar todas as perguntas. O diferencial vai estar na capacidade de se interrogar, na capacidade de formular perguntas fecundas, que provoquem novos esforços de investigação e aprendizagem.

E isso está bem no fundo, marcado quase no nosso de nossa cabeça, tão fundo que quase não temos consciência.

Simplesmente aprendemos a olhar o mundo com um sinal de interrogação e essa se torna nossa maneira natural de olhar para o mundo. Adquirimos essa capacidade muito cedo e ela nos acompanha por toda a vida. E, sobretudo, queridos amigos, ela contagia.

Em todos os tempos foram vocês, os que se dedicam à atividade intelectual, os encarregados de espalhar a semente. Ou para dize-lo em palavras que nos são muito caras: vocês têm sido os encarregados de acender a necessária inquietação.

Por favor, vão e contagiem. Não perdoem a ninguém.

Necessitamos de um tipo de cultura que se propague no ar, entre os lugares, que se cole nas cozinhas e até nos banheiros. Quando conseguirmos isso, teremos ganho a partida quase para sempre. Porque se quebra a ignorância essencial que enfraquece muita gente, uma geração após a outra.

O conhecimento é prazer
Precisamos, antes de mais nada, massificar a inteligência, para nos tornarmos produtores mais potentes. Isso é quase uma questão de sobrevivência. Mas nesta vida não se trata só de produzir: também é preciso desfrutar. Vocês sabem melhor do que ninguém que, no conhecimento e na cultura, não há só esforço, mas também prazer.

Dizem que as pessoas que correm pelas ruas chegam num ponto em que entram numa espécie de êxtase onde já não existe o cansaço e só fica o prazer. Creio que ocorre o mesmo com o conhecimento e a cultura. Chega um ponto onde estudar, investigar e aprender já não é um esforço, mas um puro deleite.

Que bom seria que esses manjares estivessem a disposição de muita gente! Que bom seria se, na cesta de qualidade de vida que o Uruguai pode oferecer a sua gente, houvesse uma boa quantidade de consumos intelectuais. Não porque seja elegante, mas sim porque é prazeroso. Porque se desfruta com a mesma intensidade com a qual se pode desfrutar de um prato de talharim.

Não há uma lista obrigatória das coisas que nos tornam felizes! Alguns podem pensar que o mundo ideal é um lugar repleto de shopping centers. Nesse mundo, as pessoas são felizes porque todos podem sair cheios de sacolas com roupas novas e caixas de eletrodomésticos. Não tenho nada contra essa visão, só digo que ela não é a única possível.

Digo que também podemos pensar em um país onde a gente escolhe arrumar as coisas ao invés de jogá-las fora, onde se prefere um carro pequeno a um grande, onde decidimos nos agasalhar melhor ao invés de aumentar a calefação.

Esbanjar não é o que fazem as sociedades mais maduras. Vejam a Holanda e as cidades repletas de bicicletas. Aí as pessoas se deram conta de que o consumismo não é a escolha da verdadeira aristocracia da humanidade. É a escolha dos farsantes e dos frívolos.

Os holandeses andam de bicicleta, eles as usam para ir trabalhar, mas também para ir a concertos ou aos parques. Chegaram a um nível em que sua felicidade cotidiana se alimenta de consumos materiais como intelectuais.

De modo que, amigos, vão e contagiem todos com o prazer pelo conhecimento. Paralelamente, minha modesta contribuição será fazer com que os uruguaios andem de pedalada em pedalada.

Inconformismo
Eu lhes pedi antes que contagiem os outros com o olhar curioso sobre o mundo, que está no DNA do trabalho intelectual. E agora aumento o pedido e lhes rogo que contagiem também com o inconformismo. Estou convencido que este país necessita uma nova epidemia de inconformismo, como a que os intelectuais geraram décadas atrás.

No Uruguai, nós que estamos no espaço político da esquerda somos filhos ou sobrinhos daquele semanário Marcha, do grande Carlos Quijano. Aquela geração de intelectuais impôs-se a si mesma a tarefa de ser a consciência crítica da nação. Andavam com alfinetes na mão, estourando balões e desinflando mitos.

Sobretudo o mito do Uruguai multicampeão. Campeão da cultura, da educação, do desenvolvimento social e da democracia. Acabamos não sendo campeões de nada. Menos ainda nestes anos, nas décadas de 50 e 60, onde o único recorde que obtivemos foi ser o país da América Latina que menos cresceu em 20 anos. Só o Haiti nos superou neste ranking.

Esses intelectuais ajudaram a demolir aquele Uruguai da siesta conformista.

Com todos seus defeitos, preferimos esta etapa, onde estamos mais humildes e situados na real estatura que temos no mundo. Mas precisamos recuperar aquele inconformismo e colocá-lo embaixo da pele do Uruguai inteiro.

Antes eu dizia a vocês que a inteligência que serve a um país é a inteligência distribuída. Agora, digo que o inconformismo que serve a um país é o inconformismo distribuído. Aquele que invade a vida de todos os dias e nos empurra a perguntar-nos se o que estamos fazendo não pode ser feito melhor. O inconformismo está na própria natureza do trabalho de vocês. Precisamos que ele se torne uma segunda natureza de todos nós.

Uma cultura do inconformismo é aquela que não nos deixa parar até que consigamos mais quilos por hectare de trigo ou mais litros por vaca leiteira. Tudo, absolutamente tudo, pode ser feito de um modo um pouco melhor do que foi feito ontem. Desde arrumar a cama de um hotel até produzir um circuito integrado.

Necessitamos de uma epidemia de inconformismo. E isso também é cultural, também se irradia desde o centro intelectual da sociedade para sua periferia. É o inconformismo que fez com que pequenas sociedades ganhassem respeito sobre o que fazem. Aí estão os suíços, meia dúzia de gatos pintados como nós, que se dão o luxo de andar por aí vendendo qualidade suíça ou precisão suíça. Eu diria que o que vendem de verdade é inteligência e inconformismo suíços, que estão esparramados por toda a sociedade.

A educação é o caminho

Amigos, a ponte entre este hoje e este amanhã que queremos tem um nome e se chama educação. É uma ponte longa e difícil de cruzar. Porque uma coisa é a retórica da educação e outra coisa é nos decidirmos a fazer os sacrifícios necessários para lançar um grande esforço educativo e sustentá-lo no tempo. Os investimentos em educação são de rendimento lento, não iluminam nenhum governo, mobilizam resistências e obrigam o adiamento de outras demandas.

Mas é preciso seguir esse caminho. Devemos isso a nossos filhos e netos. E é preciso fazê-lo agora, quando ainda está fresco o milagre tecnológico da internet e se abrem oportunidades nunca antes vistas de acesso ao conhecimento.

Eu me criei com o rádio, vi nascer a televisão, depois a televisão a cores, depois as transmissões por satélite. Mais tarde, passaram a aparecer quarenta canais em minha TV, incluindo aí os que transmitiam direto dos Estados Unidos, Espanha e Itália. Depois vieram os celulares e os computadores que, no início, serviam apenas para processar números. Em cada um destes momentos, fiquei com a boca aberta. Mas agora com a internet se esgotou a minha capacidade de surpresa. Sinto-me como aqueles humanos que viram uma roda pela primeira vez. Ou que viram o fogo pela primeira vez.

Sentimos que nos tocou a sorte de viver um marco na história. Estão sendo abertas as portas de todas as bibliotecas e de todos os museus. Todas as revistas científicas e todos os livros do mundo vão estar a nossa disposição. E, provavelmente, todos os filmes e todas as músicas do mundo. É perturbador.

Por isso precisamos que todos os uruguaios e, sobretudo, todos os pequenos uruguaios saibam nadar nessa corrente. Precisamos subir essa corrente e navegar nela como um peixe na água. Conseguiremos isso se a matriz intelectual da qual falávamos antes estiver sólida. Se soubermos raciocinar em ordem e fazermos as perguntas que valem a pena.

É como uma corrida em duas vias: lá em cima no mundo o oceano de informação; aqui embaixo, nós, preparando-nos para a navegação transatlântica.

Escolas de tempo completo, faculdades no interior, ensino superior massificado. E, provavelmente, inglês desde o pré-escolar no ensino público. Porque o inglês não é idioma falado pelos ianques; é o idioma com o qual os chineses conversam com o mundo. Não podemos ficar de fora. Não podemos deixar nossas crianças de fora.

Essas são as ferramentas que nos habilitam a interagir com a explosão universal do conhecimento. Este mundo não simplifica a nossa vida: complica-a. Nos obriga a ir mais longe, a ir mais fundo na educação. Não há tarefa maior diante de nós.

O idealismo ao serviço do Estado
Queridos amigos, estamos em tempos eleitorais. Em benditos e malditos tempos eleitorais. Malditos, porque nos põe a brigar e a disputar corridas entre nós. Benditos, porque nos permitem a convivência civilizada. E mais uma vez benditos porque, com todas as suas imperfeições, nos fazem donos do nosso próprio destino. Aqui todos aprendemos que é preferível a pior democracia à melhor ditadura.

Nos tempos eleitorais, todos nos organizamos em grupos, frações e partidos, nos cercamos de técnicos e profissionais e desfilamos frente ao soberano. Há adrenalina e entusiasmo. Mas depois, alguém ganha e alguém perde. E isso não deveria ser um drama.

Com estes ou com aqueles, a democracia uruguaia seguirá seu caminho e irá encontrando as fórmulas rumo ao bem-estar. Seja qual for o lugar que nos toque, ali estaremos colocando a tarefa sobre os ombros. E estou seguro de que vocês também. A sociedade, o Estado e o Governo precisam de seus muitos talentos. E precisam mais ainda de sua atitude idealista. Nós que estamos aqui, entramos na política para servir, não para nos servir do Estado. A boa fé é a nossa única intransigência. Quase todo o resto é negociável. Muito obrigado por acompanharem-me."

Pepe Mujica

1 de fev. de 2010

30 de janeiro: Dia da HQ no Brasil
















por Ricardo Quintana

Dia Nacional do Quadrinho
e um século sem o pioneiro das HQs no Brasil


Exposição na Pandora em Campinas, homenageia Angelo Agostini e o Dia da HQ Nacional



30 de janeiro é um dia especial para a arte brasileira, afinal é nesta data que se comemora o Dia Nacional dos Quadrinhos. Neste ano de 2010, porém, a homenagem é dupla: afinal, em 28 de janeiro de 1910, portanto há um século, morria Angelo Agostini, precursor do quadrinho nacional e razão do dia 30 ter sido estabelecido como Dia Nacional dos Quadrinhos: foi em 30 de janeiro de 1869 que o autor publicou a primeira história em Quadrinhos no Brasil (Nhô Quim ou Impressões de uma viagem à Corte). Para lembrar a ocasião em dose dupla, a Pandora Escola de Arte promove, de 29 de janeiro a 13 de fevereiro, uma exposição tendo Agostini como tema.

“Agostini foi um artista gráfico genial e, além de ter criado a primeira HQ, fundou os mais importantes jornais do Brasil na época - (Diabo Coxo, O Cabrião, Revista Illustrada) - e colaborou com inúmeros outros (O Mosquito, Vida Fluminense, Tico-tico). Suas charges refletiam a situação política e cultural com humor acurado e eram lidas e discutidas por todos”, pontua o cartunista Bira Dantas, professor da Pandora e estudioso da vida de Agostini.

Bira ressalta que, apesar de ser realmente popular na época, Agostini morreu sem grandes reconhecimentos. “Só posteriormente é que veio o Dia do Quadrinho Nacional, a divulgação de que ele já fazia histórias antes de Richard Outcalt (tido por muitos como “o criador” das histórias em quadrinhos). Esta exposição que faremis também é uma forma de reforçar esse reconhecimento”, diz.

Ao todo, serão mais de duas dezenas trabalhos (ilustrações, charges, caricaturas, cartuns e desenhos diversos) que poderão ser conferidos gratuitamente pelo público, de segunda a sábado. Além da arte de professores e alunos da Pandora, serão expostos desenhos e ilustrações feitas especialmente para a exposição por quadrinistas de renome, como Marcio Baraldi (Roco Loko), Franco de Rosa, Kipper, Morettini, Ruy Jobim, Shimamoto, Spacca, Edgar Franco, Mastrotti, Matheus Moura, Stocker, Amorim, Will e Gualberto .

Agostini foi o primeiro?

Muito se debate sobre quem foi o primeiro autor de histórias em quadrinhos no mundo. A versão mais divulgada é de que a primeira HQ seria Yellou Kid, personagem de Richard Outcalt lançado em 1895 por Richard Outcalt, 26 anos, portanto, depois de Angelo Agostini.

“Na verdade, Outcalt ganhou fama porque foi o primeiro a publicar seu trabalho em um jornal de grande circulação, o New York World, e de maneira mais sistemática. Além disso, apesar do personagem principal ter seus textos escritos na própria camisa, ele usava balões para os demais participantes da história, enquanto Agostini colocava os textos abaixo dos desenhos”, pontua o jornalista e cartunista DJota Carvalho, mestre em educação pela Unicamp e autor do livro A educação está no gibi (Papirus Editora).

Carvalho ressalta, porém, que outros usaram balões antes de Outcalt, assim como havia formas de narração precursoras dos quadrinhos também antes de Agostini. “Em 1827 o suíço Rudolph Topffer já publicava histórias ilustradas divididas em quadrinhos, com personagem fixo e separação de texto e imagem. Em 1702 já havia o mangá (quadrinho japonês) Tobae Sankokushi e há quem considere histórias ilustradas chinesas que datam de Antes de Cristo como precursoras das HQs. Se pensarmos bem, as pinturas rupestres também são espécies de HQ, já que usam desenhos em sequência para narrar histórias”, diz.

Para Carvalho, o fundamental é que Agostini é sem dúvida o pioneiro dos quadrinhos do Brasil e, com certeza, um dos primeiros mestres da nona arte no mundo. “A discussão de quem fez primeiro, em minha opinião, tem menos relevância do que a contribuição inquestionável de Agostini ao mundo das artes gráficas. Ele tem que ser reverenciado e lembrado sempre, pois faz parte da história do Brasil de maneira inequívoca e a qualidade de seus trabalhos é fabulosa.”


Exposição Dia do Quadrinho nacional: Um Século sem Angelo Agostini
Data: de 29/01 à 13/02.
Das 9 às 19 horas (de segunda à sexta) e das 9 às 13 horas (sábado)
Local: Pandora Escola de Arte - Rua Joaquim Novais, 146 - Fone (19) 3305.4731
Cambuí - Campinas (SP)


Quem foi Angelo Agostini

O ítalo-brasileiro Angelo Agostini nasceu em Piemonte, no ano de 1943 e passou a infância em paris, acompanhando a mãe, a cantora lírica Raquel Agostini. Aos 16 anos (em 1859), mudou-se para São Paulo e, cinco anos depois, iniciou a carreira como cartunista e publisher ao fundar o jornal Diabo Coxo – primeiro jornal ilustrado da capital paulista.

Em 1865 o Diabo foi fechado e, em 1866, Agostini voltou a carga lançando a revista O Cabrião. Crítica e polêmica, a publicação foi a falência um ano depois, após ter tido inclusive sua sede depredada por populares em virtude das constantes críticas do cartunista ao clero e aos escravagistas paulistanos. Foi nas páginas de O Cabrião, porém, que Agostini lançou sua primeira história ilustrada, As Cobranças.
Cansado da perseguição em São Paulo, Agostini mudou-se ainda em 1867 para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu desenvolvendo intensa atividade em favor da abolição da escravatura – com direito a inúmeras charges ironizando o governo de Pedro II e importantes figuras da sociedade carioca. No Rio colaborou com, entre outras, as revistas O Mosquito e Vida Fluminense. Nas páginas desta última publicou, em 30 de janeiro de 1969, Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte – primeira HQ brasileira e sem dúvida uma das primeiras do mundo, anterior inclusive a The Yellow Kid, que por convenção estabelecida pelos Estados Unidos muitas vezes é apontada como “a primeira HQ”.

Em 1º de janeiro de 1876, Agostini fundou a Revista Illustrada na qual criou uma nova HQ em 1883, com o personagem Zé Caipora, que dava título à história. Caipora sria publicado também nas revistas O Malho e Don Quixote.
Em 1884, uma aluna de Agostini, Abigail de Andrade, chamou a atenção do mestre, que era casado, mas começou a se envolver romanticamente com a pupila. Abigail foi a única mulher a receber uma medalha de ouro por trabalhos expostos no Salão Imperial naquele ano e recebia grandes elogios da crítica.

Agostini conseguiu manter o romance escondido, a princípio, e em 1886 voltava a chamar atenção com seu trabalho: publicou todas as aventuras de Zé Caipora em fascículos – para muitos, a coletânea é considerada como a primeira revista de quadrinhos com um personagem fixo a ser lançada no Brasil.

Em 1888, porém, o relacionamento com Abigail se tornaria um escândalo de grandes proporções na sociedade carioca com o nascimento da filha do casal, Angelina. Agostini, então, foi obrigado a se mudar com a moça e o bebê para Paris. Em 1890, o casal teve um novo bebê, desta vez um menino, Angelo. Mas o garoto faleceu ainda pequeno e, logo depois dele, Abigail também morreu.

Agostini voltou então ao Brasil com a filha – Angelina, que faleceu em 1973, viria a se tornar uma pintora reconhecida no Rio de Janeiro – e fundou a revista Don Quixote (1895-1906), além de colaborar com a famosa revista de quadrinhos Tico-Tico. O autor publicou Zé Caipora até 1906 e, quatro anos depois, em 28 de janeiro de 1910, faleceu na capital carioca.

Publicado em: http://blog.pandora.art.br/

28 de jan. de 2010

2º Encontro do Quadrinho Nacional em Rio Grande















Em 30 de janeiro é comemorado o Dia do Quadrinho Nacional. Nesta data, em 1869, foi publicada a primeira história em quadrinhos brasileira. O trabalho apareceu nas páginas do jornal Vida Fluminense, com o personagem fixo Nhô Quim, criado por Angelo Agostini.
Na cidade de Rio Grande, pelo segundo ano consecutivo, a data será comemorada reunindo artistas (quadrinhistas profissionais e independentes) e leitores apaixonados pela Nona Arte.
O evento contará com ciclo de palestras, lançamentos, sessões de autógrafos, exposição (de vários artistas) e bate-papo entre os artistas e participantes.
Já confirmaram suas participações no evento os artistas Ozi, Rodnério Rosa, Law Tissot, Odyr Bernardi, Lorde Lobo, Jader Corrêa, Matias Streb e Marcelo Carota.
O 2º Encontro do Quadrinho Nacional, organizado pelos quadrinhistas rio-grandinos Law Tissot e Lorde Lobo, acontecerá nos dias 30 e 31 de janeiro, a partir das 14h, no Ponto de Cultura ArtEstação (antiga estação férrea do balneário Cassino - Rio Grande/RS), com entrada franca.

14 de jan. de 2010

As capas do Xiru Lautério





A primeira edição do Xiru saiu em 1978, em 2007 foi lançado o Xiru Lautério e Os Dinossauros I e em 2008 Xiru Lautério e Os Centauros foi publicado.

13 de jan. de 2010

Xiru Lautério é indicado para o Prêmio Angelo Agostini!

Para minha surpresa e satisfação os álbuns Xiru Lautério e Os Dinossauros – Parte 1 e Xiru Lautério e Os Centauros, foram indicados para Prêmio Angelo Agostini a ser distribuído em fevereiro de 2010 durante a realização do 26º Dia do Quadrinho Nacional.
Os premiados já foram definidos e o Xiru não foi contemplado, mas só sua indicação, já foi suficiente para me deixar louco de faceiro, afinal, não é sempre que um personagem criado aqui no garrão do Brasil obtém uma indicação dessa natureza. É um reconhecimento e tanto, ainda mais em se tratando de evento que ocorre há 26 anos e que já reconheceu o trabalho de tantos quadrinistas brasileiros de renome incontestável.

Os indicados

LANÇAMENTOS DE 2009
NFL Comics #1 (Hamilton Tadeu)
Tocaia (Devir)
El Fanzine #1
Justice Blades (Crás)
As Melhores Tiras do Gatão #1 (Edson Gonçalo)
O Mocinho do Brasil: Tex (Laços)
Sábado dos Meus Amores (Conrad)
Flores Manchadas de Sangue (Devir)
É Tudo Mais ou Menos Verdade (Desiderata)
Todo Poderoso Timão em Quadrinhos (Globo)
Projeto Benjamin Peppe (Paulo dos Anjos)
Turma da Mônica Romeu e Julieta (Panini)
Subterrâneo Coletânea (Marcos Venceslau)
Vulto (Júpiter II)
Vendetta (Crás)
Roko-Loko - Hey Ho, Let’ s Go! (Marcio Baraldi)
Jubiabá (Cia das Letras)
Chico Xavier (Ediouro)
Biografia do Fantasma (Opera Graphica)
Alta Tensão #1 (Well Jun)
Todo Pererê (Salamandra)
Benjamin Peppe #1 (Paulo dos Anjos)
Capitu #1 (Fábio Turbay)
World Police (Crás)
Cordel Comix (Sivanildo Sill)
Os Brasileiros (Conrad)
Despedida Provisória (Aldo Maes dos Anjos)
Dois Canos Quentes (Edvanio Pontes)
Jesus Cristo - Uma Nova Luz (Edson Gonçalo)
Os Marginais (Marca de Fantasia)
O Guarani (Ática)
O Mais Querido do Brasil em Quadrinhos (Globo)
Copacabana (Desiderata)
Anjos da Mata (Crás)
Menino Caranguejo Especial (Cristiane Drews)
No Rastro de Masamune (Marca de Fantasia)
Pecos #1 (Arthur Filho)
Pieces #1 - (Mario Cau)
A Cabeça é a Ilha (Zarabatana)
Protetores #1 (Edivaldo Pessoa)
Rajada (Júpiter II)
Deus Céu #1 (Crás)
Luluzinha Teen e Sua Turma (Pixel)
A Leitura dos Quadrinhos (Contexto)
Princesas do Mar #1 (On Line)
Sápios & Mutunas #1 (Frank Delmindo)
Solar, Renascimento (Wellingtor Srbek)
Sagu (Trocatapa)
Ragú (Crás)
Có (Gustavo Duarte)
Temas da Vida (Well Jun)
Xiru Lautério e os Centauros (Byrata)
Xiru Lautério e os Dinossauros #1 (Byrata)
Grandes Encontros #1 (Samicles Gonçalves)
Alma Inacabante (Gazy Andraus)
Os Rancorosos (Crás)
Vida Boa (Zarabatana)
As Aventuras Secretas (Dinâmica)
Calango #1 (Marca de Fantasia)
Zumi Lumi (Crás)
Muito Além dos Quadrinhos (Devir)
Jou Ventania #1 (NG Brasil)
Apóloga #1 (Comics Independente)
Kerigman #1 (Ibis Comics)
Crânio #1 (Guilherme Oliveira)
O Desconhecido Homem de Preto (Emir Ribeiro)
Graficômetro Ilustrado (Sérgio Luiz Roda)
Rei Naja Especial (Edivaldo Pessoa)
1000 Tiras em Quadrinhos (Antonio Cedraz)
Em Busca das Estrelas (Crás)
Século 19 (Edvanio Pontes)
Entre Quadros (Mario César)
Maico Jeca, Turma da Mônica Especial (Panini)
Augusta, Versão Não Autorizada (Mariângela Bittencourt)
Humor com Sexo #1 (As Américas)
Mônica Gang #1 (Panini)
O Cortiço (Ática)
Gente Feia na TV (Prego)
Timão em Estilo Mangá #1 (BB Editora)
Revolução Constitucionalista em Quadrinhos (IMESP)
Turma do Gabi (Júpiter II)
Amigos do Macty (Crás)
Vertical #1 (Rodrigo Costa)
Sexy Bad Girls (Abdon Soussy)
Humor em Quadrinhos Especial #1 (Fernando dos Santos)
Foices e Facões (Bernardo e Caio Oliveira)
Tina #1 (Panini)
Almanaque Maluquinho – O Som da Turma (Globo)
Balaiada (Iramir Araújo)
Ato 5 (Nova Arte)
Resistência e Coragem (Antonio Cedraz)
Samurai #1 (EM)
MSP 50 - Mauricio de Sousa Por 50 Desenhistas (Panini)
Tweenz (Actsidec Studios)
Arkinus #1 (Chagas Lima)
Patre Primordium (Ana Recalde e Fred Hildebrand)
Mônica y ju Pandilla #1 (Panini)
Braço Direito #1 (Chagas Lima)
Uiaca (André Vazzios)
Almanaque de Historinhas Sem Palavra Turma da Mônica #1 (Panini)
Numb Strips (Crás)
Almanaque Maluquinho – Lúcio e os Livros (Globo)
Tataribis #1 (As Américas)
Superalmanaque Senninha #1 (HQM)
A Vida de Jesus #1 (EM)
Chilrel, o Cíclope (Chagas Lima)
O Olho do Chilrel #1 (Chagas Lima)
Comando V #1 (Júpiter II)
Casa dos Robôs (Beto Martins)
Darwin no Brasil (Editora Vieira & Lent)
A Turma do Arrepio #1 (As Américas)
Coleção Kung Fu da Ebal (José Sales)
Níquel Náusea - Um Tigre, Dois Tigres, Três Tigres (Devir)
Cartilha Cartum - Trânsito Consciente (Aldo Maes dos Anjos)
O Quadrinhista no Subterrâneo (Edenilson Fabrício)
Cabaret (Mondo Urbano)
Bidu 50 Anos (Panini)
Peiote #1 (Macacos Humanos Editorial)
Quadrinhópole (Leonardo Melo)
Cotidiano Contínuo #1 (Rogério Curiel e Alan Bariani)
Quadrante Sul (Denilson Reis)
Clube da Voadora #1 (Hugo Nanni)
Liga Jundiaiense de Super-Heróis #1 (Hugo Nanni)
As Eletrizantes e Etílicas Aventuras das Velhas Virgens (Velhas Virgens / Realejo Livros)
Fractal (Devir / Quanta Estúdio de Artes)
Nanquim Descartável (HQEMFOCO)
Café Espacial (Sergio Chaves)
Powers versus Power (Frank Delmindo)
Saída 3 (Guga Schultze - Coleção Graffiti 100% Quadrinhos)
Hangar Especial - Tributo a Novoselic (Jeronimo Souza)
Sideralman

Os Ganhadores:

Melhor Desenhista – Adauto Silva
Melhor Roteirista – Laudo Ferreira Junior
Melhor Cartunista – Sivanildo Sill
Melhor Lançamento – Roko-Loko - Hey Ho, Let´s Go! (Editora Rock Brigade)
Melhor Fanzine – QI (Edgard Guimarães)
Troféu Jayme Cortez – José Salles (Editora Júpiter II)
Mestres do Quadrinho Nacional - Franco de Rosa, Henrique Magalhães e Rodval Mathias

Saiba mais:

http://www.bigorna.net/index.php?secao=noticias&id=1263354061
http://www.bigorna.net/index.php?secao=artigos&id=1134708984
http://www.bigorna.net

2 de jan. de 2010

Pra o Meu Consumo

Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim

Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira

Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou..

Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém

Das vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão

Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...

Composição: Letra: Gujo Teixeira Música: Luiz Marenco

16 de dez. de 2009

Pérolas na Rede

A ESTRANHA BELEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA...

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade,
subiu para o palanque e começou o discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico,tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou morte.
O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?

O candidato respondeu:

- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio,como o senhor e a maioria dos que estão aqui.
A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado, ali deitado na esquina.

De imediato, o bêbado levanta-se a cambalear e 'atira':

- Senhor postulante, aspirante ou candidato:
(hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasteiro (hic).
E com toda a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando,reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se,dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!


Não sei quem é o autor, recebi por email...

10 de dez. de 2009

O RISO É LIVRO
























O RISO É LIVRO EM ITINERÂNCIA NACIONAL


Edital da CEF contempla o projeto em
mostras no Rio de Janeiro e Brasília

O resultado foi revelado ontem, no site da Caixa Cultural: o projeto O Riso é Livro, inscrito pela Liga Produções, com a curadoria do Fraga e designde Fabio Zimbres, foi um dos selecionados para patrocínio. Isso quer dizer que a mostra coletiva de 30 painéis com cartuns sobre livro – 15 pintados em Porto Alegre, na Feira do Livro de 2008 e 15 pintados em Santa Maria, no 6º Cartucho em 2009 – a partir de março de 2010 vai ter itinerância nacional. Serão duas exposições iniciais, que ocuparão espaços no primeiro e no segundo semestre, a saber: Caixa Cultural do Rio de Janeiro, de 2/mar a 9/mai; e Caixa Cultural de Brasília, de 28/out a 28/nov. Grafarianos participantes, da capital e do interior: Alisson, Bier, Byrata, Cado, Chiquinha, Edgar Vasques, Elias, Eugênio Neves, Fabio Zimbres, Fraga, Hals, Jô, Juska, Kayser, Lancast, Louzada, Luis Fernando Veríssimo, Máucio, Maumau, Moa, Rafael Corrêa, Rafael Sica, Rodrigo Rosa, Ronaldo, Ruben, Santiago, Simch, Uberti, Vilanova e Wagner Passos. Enquanto a cobertura de O Riso é Livro no 6º Cartucho não vai ao ar no Tinta China, confira no blog as etapas anteriores: aqui, aqui também e mais aqui. Ah, a barulheira ao fundo se explica: é o foguetório e o tim-tim das taças de champanhe. Engraçadinhos também sabem comemorar.

Texto extraído do blog Tinta China.

3 de dez. de 2009

O 6º CARTUCHO FOI UM SUCESSO!

Nas fotos clicadas pela Crespinha, o registro de um evento maravilhoso, que a cada ano se fortalece e se torna melhor.















27 de nov. de 2009

Lembrando outros Cartuchos

















SANTA CEIA IRREVERENTE:
Na foto, alguns cartunistas que estiveram presentes no IV CARTUCHO, durante almoço na cantina Velho Amancio. A foto não foi programada, mas o ambiente e a ocasião sugeriu esta imagem que foi imediatamente captada pela visão irreverente dos cartunistas.

26 de nov. de 2009

PROGRAMAÇÃO DO 6º CARTUCHO

HOMENAGEADO: Luis Fernando Veríssimo.

27/10 - sexta-feira – Auditório da CESMA – entrada franca
21 horas – abertura
- Sorteio do tema do 6º Cartucho
- Cartucho-animado (mostra de animações de humor)
- Exposição do homenageado

- Jantar dos cartunistas no Restaurante Via Gastronômica (Sest/Senat)*: Por adesão.

28/10, sábado – Calçadão

10 horas – Chimarrão com Nanquim
- O Riso é Livro – 15 cartunistas convidados pintam o tema em painéis.
- Chimarrão e desenho ao vivo - painéis e cavaletes - de cartuns e caricaturas.
- 1º Cartuchinho – cavaletes especiais para crianças desenharem.

13h – Churrasco no Maucio’s Bar - fechado para os convidados

21 horas – Jantar dos Cartunistas
Ristorante La Sorella – Silveira Martins. Por adesão.
23h – último prazo para entrega do cartum sobre o tema do 6º Cartucho.

29/10 – domingo
- 12 horas – almoço no restaurante Vera Cruz. Por adesão.
- 15 horas – abertura da exposição temática do 6º Cartucho com café de chaleira - no Ateliê da Estação/ Gare

20 de nov. de 2009

Saiu no Diário











Árvore tradicionalista

O cartunista Byrata mostra que não é bom apenas no traço. Ele também se aventura pela jardinagem artística e transformou esta árvore em uma cuia de chimarrão, com bomba e tudo. A foto, feita na Rua 13 Maio, perto do Colégio Manoel Ribas, é do seu filho, Gabriel Lopes. A criação de Byrata vem chamando a atenção dos vizinhos, que também enviaram fotos ao Diário, como o leitor André Araujo Vitali.

Diário de Santa Maria, edição de 20/11/09, pagina 2.

Vem aí o 6º CARTUCHO!

14 de nov. de 2009

MANDALA








Surpresa agradável:
Fiquei agradávelmente surpreso quando descobri esta linda mandala feita por minha amada Crespinha...

Criaturas de Pedra















Bico de pena
Caneta Staedtler, pigment liner 0.1
Garopaba, próximo a prainha da preguiça

13 de nov. de 2009

Paradas

SOU POETA

Sou poeta
ando devagar
vivo divagando
mas de vez em quando
a inspiração me liberta da inércia do repouso
dando à palavra
movimento

Autor: José Vanderlei Prestes de Oliveira
do livro: da SOLIDÃO e OUTROS CONCEITOS
Editora Movimento


Após dias sem postar, volto e destaco o trabalho de José Vanderlei Prestes de Oliveira, poeta e professor de Matemática, que estudou Filosofia e é doutorando em Engenharia.
Essa poesia traduz o que se passa com todos os artistas, em certos momentos de suas vidas, são crises que causam muitas angústias e frustrações.
Isso acontece principalmente quando não entendemos ou não aceitamos essa condição momentânea, que faz parte da vida de todos os seres humanos e mais fortemente identificada na vida dos artistas.
São momentos em que experimentamos certo vazio, espécie de vácuo produtivo, instante ingrato, quando estamos diante da necessidade de desencadearmos um processo criativo e as idéias desaparecem, tornamo-nos como cegos, surdos e totalmente insencíveis. Um "branco" como se costuma chamar.
E aí? Se dependemos disso para sobreviver, como fazer? Com o tempo, artistas ou profissionais da área de criação, aprendem a superar esses momentos na "marra".
Aos irmãozinhos que iniciam sua caminhada na carreira criativa, tenho a dizer que não se angustiem tanto e não desistam, se a "coisa" não anda, melhor é sair e dar uma caminhada ou olhar os pássaros no jardim, as nuvens no céu ou a variação de tons de verdes nos morros.
Nessa hora, melhor é chutar pra lá o tempo de "chronos" e adotar o tempo de "Kairos".
É sair por aí e fazer uma pequena loucura lícita ou conversar com pessoas de que gostem, até com desconhecidos. De preferência, crianças ou pessoas de mais idade, que já tenham ultrapassado os cinquenta. Humanos na faixa dos cinquenta em diante, já passaram por muitas experiências e sempre tem muito a nos ensinar, sobre como viver e sobreviver neste mundo. Quanto as crianças, nem se fala, recém estão começando e por não ter conciência de tanta realidade/irreal e por ainda deter o inestimável poder humano de "brincar", sempre terão muito a nos ensinar e despertar em nós esse poder que com a idade vamos perdendo. O poder infinito de imaginar e criar.
Toda essa conversa foi pra dizer que de vez em quando meu blog pára, tudo por culpa minha, por estar com a cabeça noutro lugra ou em lugar nenhum.

Grande e infinito abraço a todos que tem interesse e paciencia de visitar este espaço!

Carpe diem.