Xiru Lautério "O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS BRASILEIRAS"

12 de mai de 2016

Divagações

Com tantas vagas, divago...

9 de nov de 2015

A Revolta Militar de Santa Maria: Novembro de 1926










Poucos sabem que 89 anos atrás, choveu bala aqui pelas ruas de Santa Maria.

Tive a honra e satisfação de participar da diagramação e montagem da apresentação em banners, deste importante trabalho de pesquisa sobre um episódio pouco conhecido ou lembrado pelos atuais santa-marienses.
O autor, Wagner Serafini dos Santos, do Programa de Pós-Graduação Profissional em Patrimônio Cultural da UFSM, fez um excelente trabalho.




A exposição fotográfica A revolta militar de Santa Maria: novembro de 1926 surgiu a partir de uma pesquisa de Wagner Serafini dos Santos, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Maria Medianeira Padoin, para o Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
                A pesquisa buscou informações bibliográficas e documentais para narrar a história da revolta militar e para divulgá-la por meio da exposição fotográfica. No total, foram pesquisados os acervos de seis instituições, às quais agradecemos o apoio: Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria, Casa de Memória Edmundo Cardoso, Centro Histórico Coronel Pillar, Colégio Marista Santa Maria, Memorial Mallet e Museu Educativo Gama d'Eça.           
                De caráter itinerante, a exposição foi planejada para ser montada na Reitoria da UFSM (09/11/15 a 20/11/15), no Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria (23/11/15 a 11/12/15) e na Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria (14/12/15 a 31/12/15). A seguir, um resumo da história da revolta militar de 1926.

A revolta militar de Santa Maria em 1926:

                Na madrugada de 16/11/1926, os primeiros-tenentes Alcides Gonçalves Etchegoyen, Nelson Gonçalves Etchegoyen, Heitor Lobato Valle e Iguatemi Moreira lideram um levante no 5º Regimento de Artilharia Montada (atual 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado – Regimento Mallet) e no 7º Regimento de Infantaria (atual 7º Batalhão de Infantaria Blindado – Regimento Gomes Carneiro), para impedir a posse do presidente Washington Luís. A revolta fazia parte do Tenentismo, movimento armado nascido no Rio de Janeiro em 1922 e que mobilizou uma parcela do Exército Brasileiro no combate aos governos e às fraudes eleitorais do Brasil na época (BELÉM, 2000; BELTRÃO, 2013; FIGUEIREDO, 1995).
                Em Santa Maria, os contingentes rebelados são combatidos pelo 1º Regimento de Cavalaria da Brigada Militar (atual 1º Regimento de Polícia Montada), comandado pelo então major Aníbal Garcia Barão, com apoio de militares do Exército contrários à revolta e do Esquadrão Auxiliar de Cachoeira do Sul. Civis aderem aos dois lados do combate, e apesar da superioridade numérica dos rebeldes, eles não conseguem romper a linha de defesa da Brigada Militar, constituída por uma série de trincheiras ao longo da Rua Sete de Setembro, da Avenida Rio Branco e das ruas Marechal Floriano Peixoto e Gaspar Martins. Durante a batalha, os feridos são atendidos no Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo e no Hospital Militar do Exército, atual Hospital de Guarnição de Santa Maria – HGUSM (ABREU, 1958; BELTRÃO, 2013; LOPES SOBRINHO, 2000).
                Disparos de canhões pelos revoltosos tentam em vão acertar o quartel da Brigada Militar, enquanto os brigadianos revidam com metralhadoras. O centro da cidade é bombardeado, danificando prédios, residências e a usina elétrica local, provocando falta de luz e a fuga de uma parte da população. Ocorrem mortes de brigadianos, militares rebelados e civis. Diante da resistência da Brigada, os rebeldes desistem do combate e se retiram de Santa Maria, terminando a batalha no dia 17/11/1926. Os brigadianos retornam ao seu regimento sob vivas de populares (BELTRÃO, 2013; HORAS..., 1926; LOPES SOBRINHO, 2000), e a revolta militar é repercutida pelos jornais santa-marienses Correio da Serra, Diário do Interior, Gaspar Martins e O Castilhista.

Locais, datas e horários:
Hall da Reitoria da UFSM
9 a 20/11 de 2015 - Segunda a sexta-feira, das 8h às 19h

Arquivo Histórico
Municipal de Santa Maria
23 de novembro a 11 de dezembro de 2015
Segunda a sexta-feira, das 8h às 16h

Câmara Municipal de
Vereadores de Santa Maria
(2º andar)
14 a 31 de dezembro de 2015
Segunda a quinta-feira, das 8h às 12h e das
13h30min às 17h30min
Sexta-feira, das 7h30min
às 13h30min

10 de ago de 2015

Xiru Lautério no blog Marko & Things

A notícia desta postagem está um tanto desatualizada, mas só agora pude divulga-la... O grande incentivador das produções em HQ, Marko Ajdaric a publicou em seu blog no mês de abril, exatamente na data de meu aniversário. Gracias Marko véio!

 

 

quinta-feira, 23 de abril de 2015


Xiru Lautério: o Ginete, o novo álbum de Byrata

Não tá nem no blog do Byrata, ainda!
 














































Alô, Santa Maia, Alô, Rio Grande e paragens vizinhas O Xiru Lautério vem peleando com a morte desde que nasceu, mas seu primeiro confronto nas páginas de uma HQ ocorreu em 1986, quando XIRU LAUTÉRIO CONTRA A MORTE foi publicado em tiras diárias no Jornal A Razão (de Santa Maria).
Nessa aventura o Xiru se “pega a bala” contra o gadanho fatídico da caveira velha e acaba caindo nas profundezas de um precipício, salvo, providencialmente pelo corpo de sua montaria, uma “égua véia louca de buena” que não só lhe aparou a queda, mas ainda lhe serviu de alimento durante o longo período em que esteve preso sem possibilidades de sair das entranhas da Serra Geral.
Em 2013 foi publicada nova HQ do Xiru, intitulada XIRU LAUTÉRIO: TIGRE’ NÁGUA, UMA AVENTURA NO RIO JAGUARI, com a história que deu continuidade a saga. Esse episódio foi quadrinizado em tiras, como a HQ anterior, mas ficaram guardadas, quase até o esquecimento para finalmente, por iniciativa do autor, serem recolhidas, organizadas e publicadas pela Editora Rio das Letras.
Nesta aventura o Xiru Lautério, sofre um acidente incrível, calculem só, foi atropelado por um avião em pleno ar, quando voava sustentado pelas asas de uns mil corvos! Coisa de louco não? Com a queda o Xiru perde a memória, perdendo também as pilchas, restando-lhe apenas as bombachas em farrapos.
Imaginem um gaúcho tradicional, daqueles que estão sempre vestidos com as pilchas completas: botas, esporas, bombacha, faixa e guaiaca na cintura, faca e tirador, camisa, colete, lenço colorado, chapéu e barbicacho e pra finalizar um vasto bigode e um sorriso largo na cara... Esse é o Xiru Lautério. Pois não é que esse gaudério me perde as pilchas e também a memória!
Pensem na situação. Um gaúcho despilchado e sem memória é um individuo sem identidade, não lhes parece? Pois foi o que aconteceu com o Xiru: aparentemente perdeu tudo, tornou-se um ninguém. Já perceberam em que situação ficou nosso personagem?
Pois é... Por conta disso até recebi mensagens de alguns leitores, reclamando da situação em que coloquei o Xiru Lautério: - “algo desumano demais, até para um personagem de quadrinhos,” disseram. E o pior! O personagem na situação atual, dessa aventura, recebeu o apelido pouco honroso de “Recavém”, que é como se chama a parte traseira da carreta de bois aqui no Rio Grande do Sul. -”É muita judiaria para um personagem, mesmo que seja um herói dos quadrinhos”, também disseram...
Bueno: Aqui está a continuação desta história, na qual tenho me empenhado, em busca da solução para que o Xiru reverta esse quadro e consiga sair são e salvo, de “Lombo liso”, como diz o gaúcho. Afinal é assim que funcionam os roteiros de aventuras em quadrinhos. O personagem fica numa situação cabeluda, lutando com unhas e dentes contra seus inimigos e diante das maiores adversidades, para depois sair vitorioso. Essa é a fórmula para fazer uma boa história de aventura.
Nestas alturas algum dos leitores talvez esteja querendo saber como vai acabar essa história para que nosso personagem recupere seu nome, sua honra e sua identidade. Pois terão de aguardar mais um pouco, porque ainda não acaba aqui esta saga, ela será finalizada no próximo episódio, quando finalmente chegará o fim do combate entre o Xiru e a Morte, que tem estado sempre a espreita, tentando de todas as maneiras “pelar a coruja” do Xiru Lautério.
O novo Xiru Lautério sai em maio de 2015





Dados técnicos:
Revista com 36 páginas + capas
Formato:21,0 x 30,0 cm
Material:Capa: Papel Supremo 350 gr., plastificado
Miolo: Papel Polen Bold Natural fsc 90g/m Cores:
Capa: Colorida (4x1) / Miolo: Preto e Branco (1x1)
Impressão: Off SetTiragem: 3.000 exemplares


Visite o blog do Markão:
http://omundodemarko.blogspot.com.br/2015/04/xiru-lauterio-o-ginete-o-novo-album-de.html

16 de mar de 2015

SEJA PARCEIRO DO XIRU LAUTÉRIO!

O Xiru Lautério quer teu apoio!
Xiru Lautério: O GINETE 
UMA AVENTURA NO RIO JAGUARI II  



Revista em quadrinhos com nova aventura do Xiru Lautério em sequência 
à saga do Xiru Contra a Morte

Dados técnicos:
Revista com 36 páginas + capas
Formato:21,0 x 30,0 cm
Material:Capa: Papel Supremo 350 gr., plastificado
Miolo: Papel Polen Bold Natural fsc 90g/m Cores:
Capa: Colorida (4x1) / Miolo: Preto e Branco (1x1)
Impressão: Off SetTiragem: 3.000 exemplares

Primeiro Lançamento:

Abril/Maio de 2015, durante a Feira do Livro de Santa Maria.


VALORES DE APOIO:

RODAPÉ : 17,50 x 2,00 cm / Preto e branco / R$ 200,00 + 20 revistas

Outros espaços:

4ª Capa / 21x30 cm / colorido / R$ 3.000,00 + 300 revistas
Capas internas / 21x30 cm / cor / R$ 1.500,00 + 200 revistas
Pagina interna / 18,50 x 28,00 / Preto e Branco / R$ 800,00 + 100 revistas
Meia página: 18,50 x 13,50 cm / Preto e branco / R$ 500,00 + 80 revistas
1/4 de página: 9,00 x 13,50 cm / Preto e branco / R$ 400,00 + 50 revistas




XIRU LAUTÉRIO: 

"O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HQs BRASILEIRAS"


A HISTÓRIA DO XIRU LAUTÉRIO



Primeira HQ do Xiru / 1978


                O personagem de histórias em quadrinhos Xiru Lautério foi criado por Byrata na década de 70 e teve sua primeira revista impressa em 1978, com material que havia sido publicado nos jornais O Semanário de Tupanciretã e Diário Serrano, de Cruz Alta.



XIRU LAUTÉRIO E OS DINOSSAUROS I / 2007
XIRU LAUTÉRIO E OS CENTAUROS / 2008
             




















Em 2007 saiu a revista Xiru Lautério e Os Dinossauros I e em 2008 foi publicado Xiru Lautério e Os Centauros, um álbum de 56 páginas em quadrinhos com uma história fantástica vivida pelo Xiru e o centauro Quíron, um personagem mitológico que conduz o Xiru numa viagem através do tempo permitindo-lhe e aos leitores, acompanhar as histórias da aviação no mundo, a história da Força Aérea Brasileira e do Esquadrão Centauro, que integra a Base Aérea de Santa Maria. Esse álbum foi encomendado pelo comando do Esquadrão Centauro, para comemorar seus 30 anos de existência e foi distribuído para todas as unidades da Força Aérea Brasileira, merecendo matéria no site da FAB.


XIRU LAUTÉRIO E OS DINOSSAUROS II / 2011

                Em 2011 saiu o Xiru Lautério e Os Dinossauros II, completando uma saga que reúne dois temas importantes em seu enredo: a Formação de Desertos no Rio Grande do Sul e os Dinossauros e Répteis do Período Triásico no Rio Grande do Sul, cujos fósseis são encontrados em abundância na região central de nosso estado e principalmente em Santa Maria, considerada o berço mundial dessas criaturas pré-históricas.
                Através de uma história de humor e ficção, Byrata busca provocar no leitor a reflexão sobre esses temas sempre atuais, garantindo também o interesse pela leitura desse episódio em que o Xiru, herói tipicamente gauchesco ganha força e vitalidade, coroando de êxito seu autor, na sua busca pela criação de um personagem genuinamente brasileiro.

XIRU LAUTÉRIO CONTRA A MORTE / 2012



                Em 2012, é lançado o álbum XIRU LAUTÉRIO CONTRA A MORTE, cuja aventura foi publicada originalmente em 1986, em tiras diárias, nas páginas do Jornal A Razão, de Santa Maria – RS.
                A publicação do XIRU CONTRA A MORTE garantiu que essa aventura não se perdesse da memória da vida do personagem e deu a oportunidade a que se publicasse também a sequência dessa história, EM 2013, intitulada TIGRE N’ÁGUA - UMA AVENTURA NO RIO JAGUARI.



XIRU LAUTÉRIO: TIGRE N'ÁGUA / 2013


                A saga do XIRU CONTRA A MORTE não acabou, agora vem nova aventura com sua continuação no novo álbum intitulado: Xiru Lautério: O Ginete – Uma aventura no Rio Jaguari II, que será lançado dia 5 de maio de 2015, durante a FEIRA DO LIVRO DE SANTA MARIA.


XIRU LAUTÉRIO; O GINETE / Maio de 2015

                Novo álbum está sendo preparado para finalizar essa grande aventura em que o Xiru peleia com armas, dentes e unhas contra sua própria morte e simbolicamente contra o fim do gaúcho, o “Centauro dos Pampas”.






26 de fev de 2015

Novo álbum do Xirú Lautério vem aí!







Preparem as guaiacas, o novo álbum do Xiru Lautério será lançado em abril!

 
A saga do Xiru Contra a Morte teve seu início em 1986, quando foi publicada em tiras diárias no jornal A Razão de Santa Maria. Em 2012, os textos dos balões foram corrigidos e as tiras foram montadas em páginas, depois digitalizadas e finalmente foi publicado o álbum intitulado XIRU LAUTÉRIO CONTRA A MORTE.

Ainda em 1993, Essa história gerou uma continuação, também para ser publicada no jornal, o que acabou não acontecendo. Esse material ficou abandonado por muitos anos no fundo de uma gaveta, até ser organizado e lançada em 2013 em um álbum intitulado XIRU LAUTÉRIO: TIGRE N’ÁGUA - UMA AVENTURA NO RIO JAGUARI.
                


XIRU CONTRA A MORTE: 
Uma saga que se completará em 4 álbuns 

A ideia era finalizar a saga nesta edição, mas isto não será possível porque a história tornou-se um pouco mais longa do que se imaginava, para que se possa atingir seu objetivo de conteúdo, onde se pretende resgatar um pouco da história do rio Jaguari, inserida num ambiente de HQ, em que o Xiru Lautério como personagem central, também tem parte de sua história e trajetória desvendada e ligada as nascentes desse rio.

Desde seu início, esta aventura passou por verdadeira prova de fogo, literalmente o Xiru Lautério quase morreu, já que enfrentou o abandono, a passagem do tempo e o amadurecimento de seu autor e do próprio personagem, incluindo seu roteiro e desenhos.

Hoje se percebe que o Xiru perdeu um pouco de sua forma de boneco para adquirir um aspecto mais humanizado, embora em algumas cenas o boneco d’antanho se manifeste nos desenhos, apresentando uma curiosa mutação. São quadrinhos que parecem adquirir vida própria, como se quisesse impedir que se esqueçam de suas origens, surpreendendo nesses momentos até mesmo a seu autor.

Além do episódio atual, em que o Xiru está desmemoriado, despilchado e práticamente sem identidade, contando somente com seus impulsos e instintos, que estão cada vez mais apurados, demonstrando a capacidade intuitiva com que o ser humano é dotado para enfrentar os revéses da vida, apresentamos também, como um bônus ao leitor fiel do Xiru, uma aventura urbana e atualíssima, feita em 2014, especialmente para a publicação EDIÇÃO DE RISCO 2, produzida pela Grafar - Grafistas Associados do Rio Grande do Sul, com a participação de 32 cartunistas brasileiros. Como essa aventura foi publicada numa coletânea que nem sempre estará ao alcance dos leitores do Xiru, resolvemos incluir essa pequena HQ CURTA, neste álbum.

              
A HQ "CARRO FORTE" também será publicado no álbum "O GINETE"

31 de jan de 2015

31º Troféu Angelo Agostini comemora o dia do quadrinho nacional

31º TROFÉU ANGELO AGOSTINI – PROGRAMAÇÃO COMPLETA

No dia 31 de janeiro, sábado, acontece a entrega do 31º Trofeu Angelo Agostini. O evento será no Memorial da América Latina (Auditório da Biblioteca), Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, ao lado do Metrô Barra Funda. A entrada é franca.

Veja abaixo a programação completa:

13:00 - Abertura com a presença da Prof.ª Marília Franco, diretora do CBEAL. Abertura da exposição BRASIL-ÁFRICA 13:00 - Abertura do espaço da COMIX BOOK SHOP. Nas mesas, quadrinhos de autores independentes, lançamentos da Marsupial Editora e caricaturas por Eduardo Vetillo

13:30 - Os 80 anos do PATO DONALD: Paulo Maffia fala sobre a importância do personagem para o mercado de HQs no Brasil

14:00 - Fanzines e Zines: novas impressões, por Gazy Andraus

14:30 - Homenagem a Antonio CEDRAZ, com exibição do desenho animado da TURMA DO XAXADO, e a presença de Clausio Cedraz e do jornalista Gonçalo Junior, falando sobre a vida e a carreira desse grande artista (com performance de Deddy Edson)

15:00 - Debate: BRASIL-ÁFRICA. O cartunista congolês Jérémi NSingi, e os brasileiros Bira Dantas, Fábio Moon, Gabriel Bá e Marcelo D’Salete falarão sobre a última edição do FIBDA - Festival Internacional de Quadrinhos da Argélia, onde o Brasil foi convidado de honra. As diferenças de mercado e os caminhos para produção em parceria.

16:40 - In Memoriam (Homenagem aos artistas falecidos em 2014)

17:00 - Cerimônia de entrega dos Troféus ANGELO AGOSTINI aos melhores de 2014 Compareça. A entrada é franca.

Confira abaixo os premiados:

Melhor Desenhista - MARIO CAU
Melhor Roteirista - FELIPE CAGNO
Melhor Cartunista - DACOSTA
Melhor lançamento- YESHUAH, ONDE TUDO ESTÁ (Laudo Ferreira Jr e Omar Viñole)
Melhor Lançamento independente - NENHUM DIA SEM UM TRAÇO (Ernani Counsandier) Melhor Web Quadrinho - BLUE E OS GATOS (Paulo Kielwagen)
Melhor Fanzine - 3ADFZPA - UgraPress (Douglas e Daniela Utrscher)
Prêmio Jayme Cortez - CONFRARIA DO GIBI (RJ) MESTRES DO QUADRINHO NACIONAL - GUSTAVO MACHADO, CARLOS EDGARD HERRERO e MURILO M. MOUTINHO  









































Saiba mais, visite os sites:
http://aqcsp.blogspot.com.br/
http://www.memorial.org.br/2015/01/festa-do-quadrinhos-estimula-dialogo-brasil-africa/

20 de jan de 2015

Je suis le bonne humeur



Nos últimos dias tenho encontrado com amigos que brincam comigo dizendo para eu me cuidar pois estão matando cartunistas por aí. Me divirto com as brincadeiras e participo com alegria, é uma interação saudável e prazerosa que faz parte da cultura brasileira. Costumamos tirar sarro de tudo, como se dizia antigamente, por volta da década de oitenta. Todos os assuntos merecem piada aqui no Brasil. Somos um povo bem humorado que sabe rir de si próprio. 

Costumamos rir de nossas desgraças e somos bons em criar anedotas sobre tudo, até sobre assuntos politicamente incorretos, nesse caso costumamos contar a piada a boca pequena, somente entre amigos e parceiros e nem por isso são consideradas ofensivas, pois se tratam de brincadeiras em que rimos juntos das nossas próprias desgraças ou diferenças, sem tons de deboche ou desrespeito. É tudo brincadeira que ajuda a passar as horas com alegria.

De uns tempos para cá o termo politicamente correto surgiu em nosso vocabulário e tornou mais complicado fazer graça de nossas mazelas. Tem fundamento, a humanidade se multiplicou muito e com isso os problemas de convivência também aumentaram, então, o bom senso nos aconselha a tomar cuidado para não sair por aí contando piadas que poderão ser entendidas como ofensivas, principalmente quando mal compreendidas. 

O bom humor é saudável e faz com que vivamos a vida com mais alegria, suportando melhor as dificuldades, mas sabemos que o humor tem seus aspectos negativos, quando se utiliza da irreverência excessiva, do deboche e da zombaria, que são formas de critica utilizadas para atacar, ferir e ridicularizar.

Então é bom não esquecer que, como tudo nesta vida, existe uma linha tênue que separa o bem do mal, e que se não estivermos atentos, corremos o risco de ofender a alguns companheiros de jornada neste imenso planeta, cheio de variações culturais, étnicas e religiosas, onde o obscurantismo e a intolerância procuram se  estabelecer e de onde poderá vir a resposta.

É certo que não se justifica a agressão do ofendido na forma do ataque a vida, mas é necessário afinar o tom da expressão e discussão a níveis mais positivos e elevados, tornando-se assim, a crítica construtiva e esclarecedora.

Até a poucos dias uma grande parcela da população terrestre sequer sabia da existência de um jornal chamado Charlie Hebdo, publicado em Paris, na França. Tampouco sabiam de seu conteúdo, onde as críticas ácidas ao islamismo e outras religiões era seu mote principal. As críticas atraíram a atenção de fanáticos que invadiram a sede da revista e massacraram 12 pessoas, entre elas os cartunistas responsáveis pela publicação.

O massacre trouxe à tona o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o direito de ofender, por outro lado, é uma questão de responsabilidade, onde todos somos responsáveis pelo que dizemos e fazemos, inclusive pelas consequências de nossos atos e pelas vítimas de nossas ações.

Byrata

AQC-Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo: Troféu Angelo Agostini 2015

AQC-Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo: Troféu Angelo Agostini 2015: Pelo terceiro ano consecutivo, o Memorial da América Latina sera palco da festa de entrega do 31º Troféu Angelo Agostini, que acontecerá n...