
Xiru Lautério "O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS BRASILEIRAS"
25 de set. de 2007
24 de set. de 2007
19 de set. de 2007
Divagações
Tratando da Morte
Resolvi que não quero morrer da maneira tradicional. Não quero enterro, missa de sétimo dia... Quero desaparecer.
Comecei a tratar disso. Falei com um, perguntei a outro. Uma noite destas, falando com meu amigo Bica, contei a ele sobre meus planos. Falei que estava pesquisando um jeito, tratando de minha morte, pois sou um cara precavido. Perguntei a ele o que achava e ele me disse:
- Fala com um anão!
- Um anão?
- Sim, disse ele. Tu já viu enterro de anão? Já foi num? Conhece alguém que foi? Já leu convite pra missa de sétimo dia? Isso não existe...
...
Resolvi que não quero morrer da maneira tradicional. Não quero enterro, missa de sétimo dia... Quero desaparecer.
Comecei a tratar disso. Falei com um, perguntei a outro. Uma noite destas, falando com meu amigo Bica, contei a ele sobre meus planos. Falei que estava pesquisando um jeito, tratando de minha morte, pois sou um cara precavido. Perguntei a ele o que achava e ele me disse:
- Fala com um anão!
- Um anão?
- Sim, disse ele. Tu já viu enterro de anão? Já foi num? Conhece alguém que foi? Já leu convite pra missa de sétimo dia? Isso não existe...
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15 de set. de 2007
14 de set. de 2007
11 de set. de 2007
Humor Bagual
BAGUALISMO PURO OU POR QUE NÃO RIR, TCHÊ?
Setembro, não é apenas e tão somente o mês do início da Primavera. É também o mês das enchentes de São Miguel - ao menos antigamente - e mais recentemente é o mês do gaúcho, com cetegês, desfiles, gauchadas e feriado estadual. Mas é também o mês de mostrar o Humor Bagual. Ao menos para o Byrata.
Pois o Byrata é este vivente - misto de urbano e rural, um centauro ruralbano ou urbanal - que nasceu em Santa Maria e criou-se em Tupanciretã, com as boas e as (nem tão) más conseqüências disto.
Dentre os bons resultados desta simbiose agrourbana está o seu jeito especial e campeiro de preparar o bom chimarrão com que recebe os amigos. Se isto é privilégio de (alguns) poucos, já de seu traço e de sua arte, não se pode dizer o mesmo.
A arte do Byrata tem percorrido mundos e fundos, apesar dos aramados e porteiras, isto é, dos preconceitos, tão abundantes para com a arte e a cultura com um certo olhar nativista e campeiro. Mais coragem é preciso ter para fazer humor num campo tão adverso. Adverso, porque o gaúcho é desconfiado desde o nascer. Desconfia da parteira, da tesoura que lhe fez o corte do umbigo, da água do primeiro banho e dos próprios pais, embora ambos, com olhar coruja o observem com ternura e carinho.
Byrata, não se impressiona com estas adversidades do meio e dos personagens. O ar sisudo do campeiro e as atividades, quase sempre braçais, que não o falquejam suficientemente, não impedem que se tire leite de pedra, isto é, ria-se da própria desgraça, melhor dizendo, da própria seriedade.
Byrata, com a sensibilidade do olhar do artista, percebe outras luzes e nuances, para além do bagualismo rude da realidade nua e crua, que o entrevero abarbarado do cotidiano campeiro mostra. E é aí que sua arte se expressa e clareia. É desta matéria-prima, com fortes cores e cortes da realidade, que Byrata extrai e refina, no traço e no verbo, uma outra visão do mundo do campo e seus atores.
E aí, seja Humor ou Amor, bagual ou terno, talvez o pequeno detalhe é que vai fazer a diferença. E este detalhe, de estranhamento e espanto, de encanto e leveza, é arte. No caso aqui, bem bagual, é Arte do Byrata.
Humberto Gabbi Zanatta
Setembro, não é apenas e tão somente o mês do início da Primavera. É também o mês das enchentes de São Miguel - ao menos antigamente - e mais recentemente é o mês do gaúcho, com cetegês, desfiles, gauchadas e feriado estadual. Mas é também o mês de mostrar o Humor Bagual. Ao menos para o Byrata.
Pois o Byrata é este vivente - misto de urbano e rural, um centauro ruralbano ou urbanal - que nasceu em Santa Maria e criou-se em Tupanciretã, com as boas e as (nem tão) más conseqüências disto.
Dentre os bons resultados desta simbiose agrourbana está o seu jeito especial e campeiro de preparar o bom chimarrão com que recebe os amigos. Se isto é privilégio de (alguns) poucos, já de seu traço e de sua arte, não se pode dizer o mesmo.
A arte do Byrata tem percorrido mundos e fundos, apesar dos aramados e porteiras, isto é, dos preconceitos, tão abundantes para com a arte e a cultura com um certo olhar nativista e campeiro. Mais coragem é preciso ter para fazer humor num campo tão adverso. Adverso, porque o gaúcho é desconfiado desde o nascer. Desconfia da parteira, da tesoura que lhe fez o corte do umbigo, da água do primeiro banho e dos próprios pais, embora ambos, com olhar coruja o observem com ternura e carinho.
Byrata, não se impressiona com estas adversidades do meio e dos personagens. O ar sisudo do campeiro e as atividades, quase sempre braçais, que não o falquejam suficientemente, não impedem que se tire leite de pedra, isto é, ria-se da própria desgraça, melhor dizendo, da própria seriedade.
Byrata, com a sensibilidade do olhar do artista, percebe outras luzes e nuances, para além do bagualismo rude da realidade nua e crua, que o entrevero abarbarado do cotidiano campeiro mostra. E é aí que sua arte se expressa e clareia. É desta matéria-prima, com fortes cores e cortes da realidade, que Byrata extrai e refina, no traço e no verbo, uma outra visão do mundo do campo e seus atores.
E aí, seja Humor ou Amor, bagual ou terno, talvez o pequeno detalhe é que vai fazer a diferença. E este detalhe, de estranhamento e espanto, de encanto e leveza, é arte. No caso aqui, bem bagual, é Arte do Byrata.
Humberto Gabbi Zanatta
3 de set. de 2007
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