Xiru Lautério "O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS BRASILEIRAS"

3 de ago de 2011

POEMAS DE INVERNO

RIGOR

Susepe transfere
a arma que fere
A lei impõe rigor
a quem semeia
o horror

azagaia, arraia
cutelo, martelo

corta, pica
bate, fere

A carne é fraca
Cede,
concede,
permite

Mais rigor terá
quem se omite.

Byrata
3.8.11

2 comentários:

Anônimo disse...

Byrata: poemas de inverno são ótimos, ajudam a amenizar as "lichiguanas". O teu está realista e muito "frio". Mas o "quente" tem que ser bem assim. Cumprimentos poéticos da Haydée

Byrata disse...

Amiga Haydée! Obrigado pelo comentário e pela visita. Tua opinião é por demais importante, me sinto honrado.

Rigor é um poema que remete ao inverno duro do crime e da detenção. Remete também o "ranger de dentes", que fazer, somos poetas e temos que usar a pena, as vezes pra registrar não só o amor, mas também o rigor...

Abraço poético!