Xiru Lautério "O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS BRASILEIRAS"

16 de jun de 2009

Marvada


Marvada

Meio amarelada
quieta, guardada
no vidro transparente
Co’a rolha bem calada
Que é pra conter o calor
Da água de fogo

Água que pega,
Que sossega
E afoga

Água maléva
Marvada e sotreta
Canha baguala
Sumo da terra

Te bebo num tiro
Estralando os beiços
Sem fazer cara feia

Cerro os dentes
Pra aparar o golpe
Dessa água de fogo

Que desce queimando
Levando por diante
Mágoas e sinas

Meto mais um trago
Que é pra sentá o pelo
E esquecer por um pouco
A saudade maleva
devastadora e cruel
daquela china tirana.

Marváada!


Byrata 01/06/09

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