Xiru Lautério "O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS BRASILEIRAS"

7 de jul de 2010

Ladeira a baixo


Pois diz o ditado que pra baixo tudo que é santo ajuda ...

E foi o que vi: carrinhos a mil, Serafim a baixo, cada um mais esquisito que o outro, formas estranhas e criativas, nascidas da mente fértil de alguns estudantes do Desenho Industrial, estimulados pela mente não menos criativa do Máucio.

A coisa foi assim: aos sábados á tarde recebo em minha casa, uns alunos/colegas de desenho. Reunimos-nos para aprender, desenhar e trocar idéias e experiências.

No último sábado propus irmos conhecer um projeto que havia anunciado no blog. Falei pros mais jovens do meu grupo que era uma boa oportunidade pra quem gosta de desenhar, conhecer um trabalho de acadêmicos do Design da UFSM, futuros desenhistas do Brasil.

Falei pra eles que nós, desenhistas, somos semideuses. Ficaram com os olhos arregalados, dava pra ler nos balõezinhos de seus pensamentos: pirou! Surtou!

Viram que não, quando argumentei que assim como o homem e todas as coisas foram criadas por Deus, todas as coisas criadas pelo homem passaram pela mente, cabeça, braço e mão de um desenhista, nada escapou! Desde uma cadeira, um grampo, um cotonete, uma maçaneta, um maçarico, uma vuvuzela... Tudo, tudo!

Apanhei um celular e mostrei a eles: tão vendo este aparelho? Foi um desenhista quem criou, pelo menos sua forma exterior. E a buchada também... Os componentes internos foram ordenados por um desenhista/engenheiro/inventor. Falei mais, muito mais, sobre a presença do desenhista a vida do homem, no dia-a-dia, etecétera e tal...

Bueno, pelo jeito fui convincente, logo estávamos subindo a Treze (de maio), sob um sol de verão de julho, em direção a Rio Branco. Descemos a dita até a Daudt, atravessamos a Floriano até Dna. Luiza e dobramos a direita, descendo mais ainda, depois subimos até a Ernesto Beck e dobramos a esquerda, depois à esquerda novamente, tomando a Amélia Rodrigues e subimos uns 50 m, até aonde termina a Serafim Valandro. Nesse ponto o trânsito estava interrompido, sem problema para nós, pois andávamos a pé. Entramos na Valandro em seu início, uma curva, aí nos deparamos com os carrinhos que nesse ponto vinham em alta velocidade, embalados pelo forte declive.

Foi um impacto, uma experiência incomum. Confesso que bateu fundo, mexeu com o piá, dentro de mim. Meus companheiros de caminhada sentiram algo semelhante, acho.

Havia carros em formatos de lápis, de bolo, de banana, navio (Pérola Negra), anjo, palhaço morto, recém casados, nave, Dick Vigarista, tetris, busão, bolo, lego e 14 bis (os nomes foram identificados pelo Jorginho, um dos meus colegas/aluno e também meu afilhado).

Ficamos ali, olhando o espetáculo, encantados com a visão surreal de uma atividade comum, mas em outras épocas de nossa história, se bem que não tão elaborada quanto agora, neste resgate cultural/folclórico/histórico/pedagógico.

Foi bom demais, valeu o sábado, o domingo e a segunda-feira.

Parabéns Máucio e alunos do DI da UFSM!

Até más!

Byrata













Um comentário:

manohead disse...

que maravilha isso, me lembra aquelas corridas de voo promovidas pela red bull!!! Maravilha!